Dicas de Cultura Inútil

Se você tenta ler Nietzsche ou Joyce e não consegue, tenta assistir Godard ou Bergman e dorme no meio, não diferencia Monet de Manet e nem sabe quem foi Emmanuel Kant, PARABÉNS! Você está no blog certo!

20 janeiro, 2008

DVD, DVD!!!

Sem ter muito o que fazer no sábado à noite, minha esposa e eu acabamos assistindo ao filme O Grande Truque, que mencionei no post passado. Talvez, no início, a ciranda narrativa entre passado, presente e futuro possa confundir o espectador mais desatento, mas, depois de se acostumar com o ritmo, percebemos que a estrutura não-linear favorece o clima de suspense, que só vai aumentando até o fim, quando os mistérios são finalmente explicados.

Basicamente, o filme mostra a história de Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale), dois mágicos da era vitoriana, que começam trabalhando juntos e terminam como inimigos mortais, determinados a derrotar um ao outro. Nessa trajetória, acabam destruindo a vida de todos ao redor deles. Ótimo para os atores, especialistas em personagens obcecadas e psicóticas (alguém falou em Wolverine ou Batman?).

De maneira inteligente, o roteiro estabelece uma série de conflitos, não apenas entre Angier e Borden, mas entre ciência e mágica, realidade e ilusão, verdades e mentiras. A ciência aqui é personificada na figura de Nikola Tesla (David Bowie, quase irreconhecível), o famoso inventor da corrente alternada. Curiosamente, ele aparece na trama como um feiticeiro do mundo moderno, realizando milagres com eletricidade. O filme encontra espaço ainda para citar Thomas Edison, rival e desafeto de Tesla, num paralelo oportuno com as personagens principais.

Entretanto, toda boa mágica perde seu encanto assim que o segredo é descoberto. O mesmo acontece com a história, quando tudo é esclarecido. Na última cena, a revelação do mistério de Borden não surpreende muito, porque havia pistas espalhadas durante toda a projeção. Já o de Angier é verdadeiramente impactante, mesmo com algumas dicas aqui e ali, porque desafia nossa imaginação a acreditar no impossível.

Quando o filme termina, fica uma vontade louca de assistí-lo novamente, para prestar atenção nos detalhes. Sim, O Grande Truque (The Prestige, 2006) é bom a esse ponto, mas talvez não mereça a nota altíssima que tem no IMDB. Dificilmente se tornará um clássico, apesar de estar um pouco acima da mediocridade reinante.

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Parabéns para mim!!

Bom, aniversário chegando, decidir me dar de presente uma porção de DVDs que estavam em promoção no site da Loja Americanas. Cada um ficou baratinho (R$ 13,00), então achei ótimo. Vamos aos fimes:

1- Golpe de Mestre (The Sting, 1973): Nunca vi, mas já ouvi falar. Neste filme, Paul Newman e Robert Redford refazem a dobradinha de sucesso feita em Butch Cassidy and the Sundance Kid, inclusive sobre a batuta do mesmo diretor: George Roy Hill. Não estou esperando um filme típico de gângster dos anos 30, já que Butch Cassidy é uma história de amizade vestida de western. Um destaque interessante aqui é a trilha sonora, composta de rags antigos de Scott Joplin. Para quem não conhece, eram músicas instrumentais tocadas em pianolas. Na época do ragtime, obviamente;

2- Carrie, A Estranha (Carrie, 1976): Outro filme que também nunca vi, mas sempre tive vontade de ver. Não sou um grande fã de Stephen King, nem de Brian DePalma, apesar de gostar muito de Os Intocáveis (The Untouchables, 1987). O filme é bem cotado, mas não acho que seja um clássico indispensável. Em todo caso, como eu adoro histórias sobrenaturais, acredito que não vou me arrepender;

3- Máquina Mortífera (Lethal Weapon, 1987): Aqui temos um filme que eu já vi várias vezes, sendo que a primeira foi num VHS alugado no final dos anos 80. Como eu tinha 13 ou 14 anos na época, fiquei louco pela história. O humor pelo qual a série ficou conhecida depois, nesse primeiro capítulo é mais involuntário, surgindo da simples dinâmica entre os personagens. O Detetive Riggs (Mel Gibson) está bem mais trágico, depressivo e auto-destrutivo do que nas sequências, o que torna o filme bem mais dramático do que parece. Saudade da época em que filmes de ação tinham mais do que perseguições e explosões...

4- O Predador (Predator, 1987): Mais uma pérola do saudosismo oitentista, este filme marca a estréia de um dos alienígenas mais famosos do cinema. O bicho feio, dentuço e rastafari é a grande estrela da fita, sem dúvida nenhuma. Nosso amigo Governator, sinônimo de músculos e pouco cérebro, pode até sobreviver no final, mas porque arregou, e arregou bonito. Adrenalina e testosterona garantidas para o público masculino adolescente;

5- O Grande Truque (The Prestige, 2006): Francamente? Não sei o que esperar desse aqui. Foi aclamado nos cinemas, incensado na internet, tem diretor e elenco com certificado de qualidade, mas comprei um pouco por impulso. Às vezes dá certo, como aconteceu com Filhos da Esperança (que merece um post só dele), de Alfonso Cuarón, porém nunca se sabe. Não duvido que o filme seja bom, só não sei se merece ser comprado;

6- X-Men III (X-men: The Last Stand, 2006): Aqui sim eu posso ser xingado à vontade. Não é segredo que este filme é bem inferior aos dois primeiros, dirigidos por Brian Synger. Chamado para fazer o retorno do superman, o diretor deixou o megafone para Brett Ratner (Brett quem?). O resultado é fraco, a história tem diversos problemas, mas comprei mesmo assim. Pela Fênix, por Wolverine e porque estava barato. Quem nasce fanboy, morre fanboy.

MAS HOMEM-ARANHA 3 NÃO COMPRO NEM MORTO!!!

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