Dicas de Cultura Inútil

Se você tenta ler Nietzsche ou Joyce e não consegue, tenta assistir Godard ou Bergman e dorme no meio, não diferencia Monet de Manet e nem sabe quem foi Emmanuel Kant, PARABÉNS! Você está no blog certo!

04 fevereiro, 2008

Os Bandidos mais legais do cinema atacam novamente!

Acordei sem sono, durante a madrugada. Horário perfeito para assistir a um filme. Assim, coloquei Golpe de Mestre (The Sting, 1973) no DVD e deixei rolar. Foram duas horas agradáveis ao lado de Paul Newman e Robert Redford, mas agora chegou a hora de uma análise mais séria.

Mais do que qualidade, esse filme tem um charme que resiste ao tempo. Ele tem estilo, tem a marca de um cineasta (George Roy Hill) que soube transformar um bom roteiro numa obra inesquecível. A história é bem contada e devo confessar que me deixou em dúvida várias vezes, sobre o grau de lealdade de Johnny Hooker (Redford) para com Henry Gondorff (Newman).

No início, eles se juntam para dar um golpe num chefão irlandês, chamado Doyle Lonnegan (Robert Shaw, sinistro). No caso de Hooker, a trapaça é motivada por um forte desejo de vingança, já que Lonnegan mandou matar seu colega e mentor de vigarices, também amigo de Gondorff. Os dois armam um plano corriqueiro, usando o clichê do capanga que quer passar a perna no próprio chefe.

Embora simples, a execução do golpe é trabalhosa e exige a mobilização de várias pessoas e muito dinheiro, sendo que o segundo item é fornecido pelo alvo, sem querer é claro. Para complicar ainda mais, Hooker é perseguido durante todo o filme. Seja pelos capangas de Lonnegan (com destaque para Salino, o assassino misterioso), seja pelo obeso e corrupto Detetive Snyder (Charles Durning), uma pedra no sapato de qualquer vigarista.

Contando com uma deliciosa trilha sonora, que dita o ritmo narrativo de maneira brilhante, Golpe de Mestre ainda resgata Scott Joplin, compositor de rags, do ostracismo para o Oscar de melhor música. Excelente também é a reconstituição da década de 30, que faturou os prêmios de figurino e direção de arte da Academia.

Além dessas, The Sting também ganhou mais 4 estatuetas: de Edição, Roteiro Original, Direção e Melhor Filme. Nada mais justo para coroar a colaboração entre Newman, Redford e o diretor George Roy Hill, começada em Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969). Abaixo, seguem os créditos iniciais do filme, ao som de "The Entertainer", que uma alma caridosa colocou no Youtube:

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27 janeiro, 2008

Nosferatu

Aqui está a cena que mencionei no post anterior. Não me culpe se você perder o sono.

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O Horror de Dracula

De acordo com vários críticos, O Vampiro da Noite (Horror of Dracula, 1958) é a melhor adaptação cinematográfica do romance de Bram Stoker. Não sei se realmente é tudo isso. Ainda considero Nosferatu (idem, 1922), de F.W.Murnau, como o filme mais assustador que eu já vi. A figura do Conde Orlok, levantando de sua tumba sem dobrar o corpo, resiste ao tempo e continua causando pesadelos em mim.

Mesmo assim, este filme da Hammer possui dois momentos antológicos. No primeiro, temos um close magnífico de Dracula (Christopher Lee), com os olhos injetados, caninos salientes e a boca manchada de sangue. Um primor de maquiagem que marcou a transição do terror sugerido (vide o Dracula de Bela Lugosi), para o explícito.



O outro é o duelo final entre o Dr. Van Helsing (Peter Cushing) e o príncipe das trevas. Muito bem coreografado, carregado de ação e emoção, Cushing faz por merecer o título de destemido matador de vampiros. Sua personagem está à vontade para se pendurar em cortinas ou improvisar crucifixos, não devendo nada para Indiana Jones. Pena que os (de)efeitos especiais da época comprometeram um pouco o desfecho, mas nada que desabone o resto do filme.

Não podemos esquecer, é claro, das vampiras com decotes generosos. O mundo não seria nada sem elas. Vem chupar meu sangue, vem!

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20 janeiro, 2008

Parabéns para mim!!

Bom, aniversário chegando, decidir me dar de presente uma porção de DVDs que estavam em promoção no site da Loja Americanas. Cada um ficou baratinho (R$ 13,00), então achei ótimo. Vamos aos fimes:

1- Golpe de Mestre (The Sting, 1973): Nunca vi, mas já ouvi falar. Neste filme, Paul Newman e Robert Redford refazem a dobradinha de sucesso feita em Butch Cassidy and the Sundance Kid, inclusive sobre a batuta do mesmo diretor: George Roy Hill. Não estou esperando um filme típico de gângster dos anos 30, já que Butch Cassidy é uma história de amizade vestida de western. Um destaque interessante aqui é a trilha sonora, composta de rags antigos de Scott Joplin. Para quem não conhece, eram músicas instrumentais tocadas em pianolas. Na época do ragtime, obviamente;

2- Carrie, A Estranha (Carrie, 1976): Outro filme que também nunca vi, mas sempre tive vontade de ver. Não sou um grande fã de Stephen King, nem de Brian DePalma, apesar de gostar muito de Os Intocáveis (The Untouchables, 1987). O filme é bem cotado, mas não acho que seja um clássico indispensável. Em todo caso, como eu adoro histórias sobrenaturais, acredito que não vou me arrepender;

3- Máquina Mortífera (Lethal Weapon, 1987): Aqui temos um filme que eu já vi várias vezes, sendo que a primeira foi num VHS alugado no final dos anos 80. Como eu tinha 13 ou 14 anos na época, fiquei louco pela história. O humor pelo qual a série ficou conhecida depois, nesse primeiro capítulo é mais involuntário, surgindo da simples dinâmica entre os personagens. O Detetive Riggs (Mel Gibson) está bem mais trágico, depressivo e auto-destrutivo do que nas sequências, o que torna o filme bem mais dramático do que parece. Saudade da época em que filmes de ação tinham mais do que perseguições e explosões...

4- O Predador (Predator, 1987): Mais uma pérola do saudosismo oitentista, este filme marca a estréia de um dos alienígenas mais famosos do cinema. O bicho feio, dentuço e rastafari é a grande estrela da fita, sem dúvida nenhuma. Nosso amigo Governator, sinônimo de músculos e pouco cérebro, pode até sobreviver no final, mas porque arregou, e arregou bonito. Adrenalina e testosterona garantidas para o público masculino adolescente;

5- O Grande Truque (The Prestige, 2006): Francamente? Não sei o que esperar desse aqui. Foi aclamado nos cinemas, incensado na internet, tem diretor e elenco com certificado de qualidade, mas comprei um pouco por impulso. Às vezes dá certo, como aconteceu com Filhos da Esperança (que merece um post só dele), de Alfonso Cuarón, porém nunca se sabe. Não duvido que o filme seja bom, só não sei se merece ser comprado;

6- X-Men III (X-men: The Last Stand, 2006): Aqui sim eu posso ser xingado à vontade. Não é segredo que este filme é bem inferior aos dois primeiros, dirigidos por Brian Synger. Chamado para fazer o retorno do superman, o diretor deixou o megafone para Brett Ratner (Brett quem?). O resultado é fraco, a história tem diversos problemas, mas comprei mesmo assim. Pela Fênix, por Wolverine e porque estava barato. Quem nasce fanboy, morre fanboy.

MAS HOMEM-ARANHA 3 NÃO COMPRO NEM MORTO!!!

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19 janeiro, 2008

Hora da Faxina

Não sei porque cargas d'água resolvi aceitar o conselho de um amigo para continuar com este blog, mas vamos lá. Fiz uma limpeza nos posts antigos porque acho que eles não interessam mais para ninguém, principalmente para mim. Como sempre faço, pretendo retomar a minha linha de comentários sobre cultura pop e coisas afim, começando com cinema.

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